quinta-feira, 29 de maio de 2008

Artur da Tavola


"Quem ama a música não padece de solidão"
- Artur da Tavola -

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola


- Paulo Alberto Monteiro de Barros -

* Nascido no dia 3 de janeiro de 1936

* Falecido no dia 9 de maio de 2008

Artur da Távola

Percorrer o universo literário de Artur da Távola é deleitar-se com a sensibilidade e a mais refinada das emoções.

Artur da Távola estabelece com os seus leitores uma cumplicidade inequívoca, uma vez que suas letras findam por confidenciar-se em um idioma que tão bem os olhares da emoção e nosso coração reconhecem. Um diálogo íntimo de sussurros, como se as letras afagassem o nosso olhar, envolvendo a paisagem, onde a palavra se deixou espraiar. Um abraço de afinidade, onde somos enleados pela alma de cada sílaba, em que pulsou o coração do escritor.

Artur da Távola alcança através de sua escrita, o que deseja todo escritor: criar elos nem sempre conhecidos e revelados, onde se espraiam as emoções num misto de reverência e regozijo

Nas palavras de Artur da Távola, deparamo-nos com o infinito, onde nascem os sonhos que dormitam, aguardando pelo encontro entre autor e leitor.

Ao deixarmos nossos olhares na escrita de Artur da Távola, percebemos uma intimidade de gestos e de expressões que vão além da letra consumada e consumida. Suas palavras falam muitas vezes, a palavra do impossível ou do apenas desejado, registrando sob matizes diversos a humanidade do universo, em que se inserem.

Ao lermos Artur da Távola tocamos a alma das palavras. E tanto mais é inquietante e, ao mesmo tempo pacificador este encontro, quanto mais nos permitimos a liberdade do sentir. Nas asas das letras deste escritor alcançamos horizontes inimagináveis, como se fosse o infinito apenas passagem e nunca destino, para aqueles que se permitem este encontro inenarrável com a emoção.


Fernanda Guimarães

Biografia

Data de nascimento: 03 de janeiro de 1936

Naturalidade: Rio de Janeiro-RJ

Filiação: Paulo de Deus Moretzsohn Monteiro de Barros

Magdalena Koff Monteiro de Barros

Profissões: Advogado, Jornalista, Radialista, Escritor e Professor.

Formação

Direito - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - 1954-1959.

Especialista em Educação, formado pela CLAFEE (Centro Latino-americano de Formación de Especialistas en Educación). Convênio Unesco - Universidade do Chile - Santiago - 1965.

Atividades Docentes:

Professor da Escola de Jornalismo da Fundação Gama Filho - 1960.

Professor Chefe de Cátedra de "Periodismo Audiovisual" na Escola de Periodismo e Comunicação da Universidade do Chile - Santiago - 1966 a 1968.

Vice-Diretor da Escola de Periodismo da Universidade do Chile - Santiago - 1966 a 1968.

Professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro - Cadeira: Produção de Rádio e Televisão - 1974 a 1975.

Atividades participativas diversas:

Presidente da Comissão de reforma da escola de Jornalismo da Universidade do Chile - Santiago - 1967 a 1968.

Membro da Câmara Técnica do Corredor Cultural da Cidade do Rio de Janeiro - 1979.

1º Vice-Presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) - 1980/1981.

Conferencista em mais de cem oportunidades, em vários Estados abordando os temas - Literatura - Comunicação - Política.

Membro da Comitiva Oficial do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em visita oficial ao Chile em 1995, para posse do Presidente Ricardo Lagos.

Membro da Comitiva Oficial do Presidente da República Fernando Henrique Cardose, em visita oficial a Portugal em 1996.

Proferiu Aula Magna inaugural nas Universidades Federal Fluminense, Gama Filho, UNIRIO e SUAM - 1995. PUC Porto Alegre - 1999.

Membro da Comitiva Oficial do Presidente Fernando Henrique Cardoso, em visita oficial ao Chile - Março 2000.

Membro da Comitiva Oficial Brasileira que participou da 103ª Conferência Interparlamentar realizada em Aman (Jordânia) - maio de 2000.

Condecorações:

Ordem do Rio Branco

Grau de Oficial

Brasília, 20 de abril de 1994.

Ordem do Infante D. Henrique

Grau de Gran Cruz

Lisboa, 20 de julho de 1995.

Ordem de Bernardo O'Higgins

Grau de Gran Cruz

Santiago do Chile, 9 de março de 1995.

Ordem do Mérito Naval

Grau de Grande Oficial

Brasília, 11 de junho de 1995.

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Colar do Mérito Judiciário

Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1995.

Ordem do Mérito Militar

Grau de Comendador
Brasília, 19 de abril de 1996.

Político, escritor, intelectual. Arthur da Távola iniciou sua trajetória política como Presidente do Centro Acadêmico Eduardo Lustosa (CAEL) da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica - 1956/57.

Foi eleito Deputado Constituinte do Estado da Guanabara PTN, de 1960 a 1962, e Deputado à Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara - 1962 a 1964. Teve seu mandato cassado por ocasião do AI-5, em 1964, exilando-se de 1964 a 1968 na Bolívia e no Chile.

Retornou ao Brasil em 1968, antes do Ato Institucional nº 5, para participar nas várias formas de luta de idéias e movimentos pacíficos destinados a recuperar o processo democrático no País.

Retornou ao poder legislativo eleito Deputado Constituinte pelo PMDB-RJ, sendo o mais votado da Bancada – 1987, sendo fundador do PSDB no ano seguinte. Alcançou algumas das posições de maior destaque no partido: Líder do PSDB na Assembléia Nacional Constituinte – 1988, Vice-Presidente Nacional, Líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados em 1994 e, finalmente, Presidente Nacional do PSDB - 1995 a 1997.

Sua identificação com a cultura nacional foi determinante na atuação em diversos cargos como Presidente da Comissão de Assuntos Culturais, Educação, Ciência e Tecnologia do Parlamento Latino americano (1998/1999), Membro do Parlamento Cultural do Mercosul (1998/1999), Presidente da Comissão de Educação, Comunicação, Cultura e Esporte - 1997/1998 e Secretário das Culturas do Município do Rio de Janeiro - Janeiro de 2001.

Sob sua direção editou a revista trimestral de Comunicação, Arte e Educação, "CONTATO" que era distribuída graciosamente para as instituições culturais de todo o Brasil com artigos assinados pelos mais eminentes nomes de todas essas áreas. Lamentavelmente com a não reeleição do Senador em 2002 os seguimentos de cultura nacional perderam muito com a ausência deste brasileiro que sempre lutou para que o Brasil não fosse relegado a segundo ou terceiro plano diante das grandes potências mundiais em termos de letras, artes e educação.

2 comentários:

Sergio disse...

Ola amigos e amigas

Os animais racionais tem muito o que aprender com os animais irracionais.

Ainda há tempo para se aprender.

Vamos aprender e encontrar a paz.

Artur da Tavola, com essas sábias palavras ilustra muito bem o que é irracional e racional.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.(Artur da Tavola)

Abraços
Sergio, japinha

Quoist disse...

Gratos Japinha pela sua visita.